O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que a Força-Tarefa Scam Center Strike Force executou uma operação para congelar mais de US$ 701 milhões em criptomoeda vinculada a golpes de investimento que visam consumidores dos EUA. A ação envolveu uma combinação de ordens legais e cooperação voluntária de grandes bolsas de criptomoedas. Os ativos congelados representam lucros de esquemas fraudulentos que induziam as vítimas a enviar ativos digitais sob falsas pretensões.
A Força-Tarefa utilizou intimações judiciais e restrições autorizadas pela Justiça para identificar e restringir transações oriundas de carteiras associadas a uma rede de centros de golpe no exterior. Os fundos retidos/congelados incluíam Bitcoin, Ethereum e várias stablecoins convertidas a partir de lucros de golpes em várias plataformas de blockchain. As bolsas cumpriram solicitações das autoridades, nos termos dos tratados de assistência jurídica mútua existentes e de medidas judiciais domésticas.
Paralelamente, a operação resultou na apreensão de um canal no Telegram utilizado para recrutar candidatos desavisados a empregos para centros de call centers fraudulentos sediados no Sudeste Asiático. O canal vinha promovendo oportunidades para trabalhar remotamente enquanto realizava abordagens enganosas de investimento. Após a identificação dos administradores do canal, os operadores da plataforma encerraram o canal e conservaram registros para investigações criminais em curso.
As autoridades também coordenaram a remoção de 503 sites fraudulentos que imitavam plataformas legítimas de investimento em criptomoedas. Esses domínios foram substituídos por avisos oficiais de apreensão indicando o controle das autoridades. Equipes de atendimento às vítimas foram mobilizadas para avisar as pessoas cujas carteiras haviam sido alvejadas, e especialistas em recuperação começaram o processo de devolução de fundos quando possível, conforme as leis de confisco.
Além disso, a operação incluiu o desarquivamento de acusações criminais e mandados de prisão contra dois nacionais estrangeiros acusados de administrar uma operação de fraude com criptomoedas em larga escala. Documentos divulgados publicamente alegam a gestão de uma rede que recrutava vítimas para transferir fundos em criptomoeda para contas custodiadas no exterior. Uma recompensa do Departamento de Estado de até US$ 10 milhões foi oferecida por informações que levem à interrupção dos centros de golpe remanescentes.
Parcerias internacionais em Cingapura, Austrália e Reino Unido ajudaram por meio de investigações conjuntas e compartilhamento de dados, resultando em congelamentos paralelos de ativos e prisões de indivíduos que facilitaram a lavagem de dinheiro. Unidades de inteligência financeira forneceram análises de blockchain para rastrear rotas de lavagem. O esforço coordenado ressalta um compromisso global em coibir fraudes habilitadas por criptomoedas em grande escala.
Reguladores citaram esta operação como modelo para futuras ações conjuntas contra crimes financeiros descentralizados. As bolsas estão revisando seus protocolos de conformidade internos para garantir uma resposta rápida às diretrizes das autoridades. Especialistas da indústria observam que a escala da apreensão ressalta o risco contínuo do uso ilícito de redes descentralizadas quando as salvaguardas não são rigorosamente aplicadas.
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